quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Confissões de uma adolescente invisível II

La estava eu, no primeiro colegial... lugar de crianças deploráveis e impiedosas! Por que eu tive que passar por isso? por que me colocaram naquele lugar? Meu Deus, como eu odiava ter que passar meus dias naquele lugar! Como torcia para que tudo acabasse...
Eu era sozinha, nunca tinha ninguém para conversar ou brincar, enquanto todas as crianças se divertiam eu estava num canto, encostada num muro, amaldiçoando a felicidade alheia.
Agora nada disso faz mais sentido... Tudo ficou para traz, sem lembranças... Fui apagando cada uma delas, uma por uma! Como eu ainda desprezo aquelas malditas crianças... elas foram o motivo dos meus piores e terríveis pesadelos infantis.
Nada se compara a ruindade presente nos olhos juvenis. A satisfação que eles sentem em oprimir os mais fracos e tímidos. As mil maldades que bolam contra os outros... chega a se terrível! Batem, excluem, ridicularizam um escolhido para ser o saco de pancadas da turma e os constrangem na frente de todos os outros coleguinhas. Os fazem sentir mal, diferentes, inferiores e sem poder confiar em ninguém. Era assim que eu me sentia na escola, toda vez que a líder estúpida da turma obrigava todo mundo a não falar comigo, me zoava com palavras que eu não gostava, me menosprezava na frente de todo mundo. Eu jurei a mim mesma que me vingaria mas nunca consegui... sempre fui fraca e todo mundo fez o que queria comigo!
E agora eu irei realizar um ultimo ato de fraqueza ao extremo quando me deixar cair nas profundezas dessas aguas escuras e sem fim! irei dispor toda raiva em mim mesma, na minha falta eterna de coragem!

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